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[Resenha] A Costureira - Kate Alcott


Título original: The Dressmaker
Autora: Kate Alcott
Tradutor(a): Ana Carolina Mesquita
Editora: Geração Editorial
ISBN: 9788581301310
Ano: 2013
Páginas: 376

Eu já comentei por aqui em um post sobre fotos antigas que eu sou fascinada pela história do Titanic. Já Titanic - O Filme dezenas de vezes e sempre pesquiso uma coisa ou outra sobre o navio na internet. Quando o livro chegou por aqui eu já fiquei animada. Diferente de alguns romances com a tragédia como pano de fundo, A Costureira tem sua história centrada no recolhimento dos depoimentos e a investigação que se deu em Nova York e Londres após a tragédia.

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Sinopse: Uma jovem ambiciosa e uma estilista célebre sobrevivem ao maior naufrágio da História, mas são arrastadas pelo turbilhão de escândalos que se segue à tragédia. Tess Collins, uma jovem inglesa que sonha ser mais que uma empregada e ver reconhecido o seu talento para a alta costura, consegue emprego com a famosa estilista lady Duff Gordon a bordo do Titanic, que ruma para os Estados Unidos. Porém, a viagem que se iniciou de forma tão auspiciosa acaba se tornando a maior tragédia marítima de todos os tempos. Tess e lady Duff sobrevivem, a primeira para viver as aflições do amor e as chances de ascensão social, a segunda para se ver envolvida nos escândalos do inquérito sobre o terrível desastre naval. Com um pano de fundo histórico, mas sob um ângulo inédito, este soberbo romance acompanha a trajetória dessas duas mulheres apaixonadas pela linha e agulha, tão parecidas e tão diferentes, deleitando-nos com um retrato emocionante de uma época conturbada e de uma sociedade dividida. Tess simboliza a modernidade livre de preconceitos de classe e rica em oportunidades, enquanto lady Duff representa a decadente Belle Époque, um mundo de glamour e privilégio com os dias contados, assaltado pelas contestações sociais, indústria de massa incipiente e pressões da mídia.
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"Tess fitou o rostinho, os cabelos sedosos. Menino ou menina? Não dava para saber. Olhou então para a mãe e, notando que ela também não se movia, um estranho sentimento de alívio a invadiu. A mulher também estava morta e, assim, seria poupada da dor de perder sua criança. Tess enrolou o bebê em seu casaco, colocou -o de volta nos braços da mãe e tentou chorar. Mas as lágrimas não vieram." Pág. 65

A primeira personagem que preciso mencionar é a jornalista Pinky Wade, que não aparece na sinopse do livro, mas que tem um papel interessante na trama. Pinky é uma mulher forte, uma feminista em uma época em que a mulher ainda não tinha conquistado seu espaço, recebia um salário bem inferior ao de um homem e tinha que usar saias longas. É ela a jornalista responsável por colocar Lady Duff Gordon na berlinda e também por dar a Tess um vislumbre da modernidade enquanto Duff Gordon arrastava a garota para o glamour decadente.


Tess é uma personagem decidida e forte, ela vive um conflito interior enquanto continua a trabalhar para Lady Duff Gordon e se recusa a admitir que sua patroa esteve envolvida em um grande escândalo em um dos botes do Titanic. Na verdade, apesar de não admitir, Tess sabe que alguma coisa está terrivelmente errada e ela precisa decidir entre a verdade que a deixará na rua mas com dignidade ou a mentira que proporcionará a vida como uma estilista que ela sempre sonhou. 

O destaque do livro foi todo para a batalha interna e externa de Tess com Lady Duff Gordon, deixando o romance da mocinha com um tripulante do Titanic um pouco de lado. Alguns detalhes sobre a tragédia e o que aconteceu nos poucos botes que retornaram com sobreviventes também foram contados, mas sem muito destaque. Além do tripulante do navio, um triangulo amoroso foi formado com outro personagem, mas foi tão pouco explorado que não deu nenhuma emoção para a história.

Eu esperava que o romance fosse melhor desenvolvido, mas por outro lado fiquei satisfeita da autora dar destaque para as escolhas de Tess, tornando a narrativa menos óbvia. O livro não teve nenhum ponto alto daqueles que te deixam louca para ler a próxima página, mas é um romance gostoso de ler. Acredito que quem já gosta de histórias romantizadas sobre o Titanic vai gostar também de A Costureira.


[Resenha] Um Elixir Misterioso - Amanda Quick

Título original: I Thee Wed
Autor(a): Amanda Quick
Editora: Rocco
ISBN: 8532512593
Ano: 2001
Páginas: 259


“Edison sentia vontade de rasgar alguma coisa, de preferência a seda delicada do vestido de Emma. Queria arrancar as folhas verdes e ver o cabelo ruivo despencar sobre os ombros. E quando ela estivesse completamente despida, queria fazer amor com ela. Queria imprimir a sua própria pessoa tão profundamente nela que Emma Jamais pensaria em outro homem.” Pág. 116


Depois de tantos livros juvenis eu fiquei com vontade de ler algo mais adulto. Durante as minhas andanças na biblioteca, acabei me deparando com esse livro da Amanda Quick. Já tinha tempos que eu não lia um livro de época, então a sinopse me ganhou de cara. Conheça mais sobre Um Elixir Misterioso.
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Emma Greyson é uma dama de companhia que está na mansão de Basil Wayne acompanhando sua patroa e bastante preocupada com o ricaço Chilton Crane. Emma tenta de todas as formas passar despercebida já que ela foi demitida de seu último emprego por causa de Crane, que a assediou.

Durante sua estadia, Emma conhece Edison Stokes, um cavalheiro rico que praticava as artes marciais Vanza e agora está na mansão procurando pista sobre O Livro dos Segredos para seu antigo mestre.
Edison contrata Emma para ajuda –lo na investigação e com isso também ajuda a protege –la do desprezível Crane. Infelizmente, Emma tem um talento natural para atrair problemas e os dois além de enfrentar os perigos ocultos da alta sociedade, também vão lutar contra o forte sentimento que começa a surgir entre eles.
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Ah como a alta sociedade inglesa é fascinante... Por trás dos belos trajes e das contas polpudas, você encontra traições, falta de caráter e muito escândalo. Amanda Quick soube bem aproveitar tudo o que se passa debaixo dos panos da riqueza. O livro é cheio de uma forte tensão sexual entre Emma e Edison e com diálogos hilários recheados de sarcasmo. Edison é o típico cavalheiro inglês, forte, inteligente e encantador, mas também cheio de segredos. Emma tem uma personalidade forte e também é muito centrada, pois sabe que qualquer erro de conduta não será perdoado.

A única coisa que me deixou um pouco perdida no livro foi a tal da arte Vanza. Achei exagerado, consegui visualizar Edison lutando, mas meditar com velas coloridas foi exigir demais da minha imaginação. Espero que nos outros livros da série, essa questão da Vanza seja mais plausível. A série tem livros independentes então vamos ver mais sobre a arte mas não os mesmos personagens.

Eu recomendo para quem gosta de um romance histórico leve e sem muito drama. Ótimo para rir um pouco e pontuado com cenas quentes, Um Elixir Misterioso é uma ótima pedida. Leiam!



A Abadia de Northanger - Jane Austen

Título original: Northanger Abbey
Autor(a): Jane Austen
Editora: Martin Claret
ISBN: 9788572328074
Ano: 2010 
Páginas: 280


"Quando as pessoas querem ser simpáticas, devem sempre parecer ignorantes. Vir com a mente bem informada é vir com uma incapacidade de lidar com a vaidade dos outros, o que uma pessoa sensata sempre prefere evitar." Pág. 120







Jane Austen tem uma escrita deliciosa que tem o poder de nos transportar para o passado. Suas histórias centradas em situações corriqueiras de sua época têm um toque especial de romance e mocinhas nada enjoativas. Vamos conhecer a heroína da vez, Catherine Morland.

Catherine era em sua meninice o que chamamos de patinho feio. Uma garota sem atrativos que passaria despercebida por qualquer rapaz em um baile. Porém, ao completar 17 anos Catherine desabrochou e sua beleza, mesmo não sendo deslumbrante, passou a despertar interesse.

Em uma viagem com seus vizinhos para Bath, Catherine começa a freqüentar os bailes da alta sociedade e por lá acaba ficando amiga de Isabelle Thorpe, uma moça bonita por fora, mas detestável por dentro e que está interessada no irmão de Catherine. A moça também tenta aproximar Catherine de seu irmão, John Thorpe, que só pode ser definido como chato. Terrivelmente chato.

Felizmente, para a alegria de Catherine, alguém mais interessante que o irmão de Isabelle surge:  Henry Tilney, um belo cavalheiro que encanta Catherine com seu jeito doce e partilha com ela o amor por romances góticos.

Mas nem tudo é perfeito, nossa heroína tem que lidar com vários problemas como o relacionamento de Isabelle com seu irmão, as tentativas da mesma de junta – La com John Thorpe e a visita a propriedade do pai de Henry, a Abadia de Northanger, que pode fazer com que uma mente fértil como a da doce Catherine tire conclusões precipitadas.

A Abadia de Northanger é um romance delicioso. O que mais gosto nos livros da Jane Austen é que suas personagens são tão bem construídas que nas primeiras linhas lidas você já consegue formar uma imagem em sua mente. É como se fosse possível estar em um dos bailes de Bath compartilhando os temores de Catherine sobre os convites para dançar de John Thorpe e seu olhar procurando no salão o paradeiro de Henry. Acho que o motivo de eu ter gostado tanto da protagonista é porque ela é uma sonhadora. As vezes exagera e fica difícil distinguir realidade de sonho mas mesmo assim ela não desiste. Isabelle e John me irritaram muito durante a leitura, mas o cavalheirismo de Henry me fazia esquecer - los no capítulo seguinte. Se você está afim de ler um bom romance histórico, A Abadia de Northanger é uma ótima pedida!


 
Layout feito por Adália Sá | Modificado por Tatiellen Tarzo